Paz

A realidade da paz depende de questões materiais, éticas e emocionais, cujo descuido impede sua construção.
Satisfazer as necessidades materiais básicas para a vida é, sem dúvida, um aspecto ineludÃvel e fundamento sine qua non para a paz.
Mas não são menos importantes o discernimento ético, a prática concreta de certos princÃpios de conduta e o incentivo do grande sentimento do amor, para começar a transitar seriamente o caminho rumo a uma realidade pacÃfica mais consistente e estável.
A carência material, a falta de respeito, o desconhecimento das outras pessoas, a intolerância, o egocentrismo, a instigação verbal à violência, o rancor e o ódio, são os grandes impedimentos para avançar a patamares cada vez mais perfeitos de paz.
Muito pelo contrário, o bem-estar material, o desenvolvimento do discernimento ético, a prática de valores e o incentivo do amor são cimentos ineludÃveis de uma realidade pacÃfica.
A sociedade conta com a ferramenta da educação na formação de indivÃduos aptos a viver pacificamente e capazes de consolidar uma cultura de paz.
Corresponde ao indivÃduo uma responsabilidade cotidiana na construção de uma sociedade pacÃfica, já que suas ações e palavras alimentam uma atmosfera que pode ser mais ou menos propÃcia para a paz.
E corresponde aos governantes a alta responsabilidade de prover e assegurar o substrato de paz polÃtico-social indispensável para o desenvolvimento da vida dos povos.
Compreendendo a paz como uma ajuizada medida de equilÃbrio, uma interação entre a responsabilidade civil dos indivÃduos e a responsabilidade polÃtica dos governantes de uma sociedade educada nos valores da paz, é uma primeira garantia de sua instauração.


