II Fórum Extraordinário: apresentações premiadas e comentários

II Fórum Extraordinário: apresentações premiadas e comentários

O Capítulo Argentino do Club de Roma agradece a participação dos oradores e de todos os que assistiram às suas apresentações.

As apresentações suscitaram-nos as seguintes reflexões:

Bettina

É uma ideia interessante a sugestão de se esboçar alternativas ao modelo educativo que consiste em que todos o façam em simultâneo. A melhoria da relação entre as dinâmicas do ensino e as dinâmicas da aprendizagem pode significar um progresso rumo a um sistema de ensino mais agradável e mais eficaz.

De facto, cada indivíduo tem o seu tempo próprio para compreender o que o professor ensinou. No entanto, o funcionamento básico dos sistemas de ensino baseia-se em transmitir conhecimentos a um grupo de indivíduos considerado homogéneo, prestando menor atenção à orientação e ao apoio um-a-um professor-aluno, que é, precisamente, onde o professor aprende a ajustar os seus métodos de ensino e onde percebe o tempo que cada indivíduo necessita para a aprendizagem.

Se é razoável orientar os sistemas de ensino no sentido do ideal da auto-realização do indivíduo, então é oportuna a modernização das técnicas de ensino para que sejam mais adequadas à estimulação desse objectivo, desde os níveis escolares iniciais. A estimulação neste sentido pode ser uma boa forma de respeitar as particularidades próprias de cada aluno.

Um dos desafios dos novos modelos educativos será o de conjugar melhor a transmissão de conhecimentos com o acompanhamento dedicado dos indivíduos em busca do seu pleno desenvolvimento.

Além disso, o equilíbrio entre a interacção professor-grupo e a interacção professor-aluno pode ser optimizada num ambiente agradável e pacífico livre de aspectos que possam suscitar violência, tédio e mal-estar.

MAR

De facto, a educação para a sustentabilidade não ocupa ainda um lugar de relevância nos modelos educativos. Por isso, é lógico depreender efeitos positivos inesperados se a educação neste tema passar a ocupar o lugar que deveria ser-lhe outorgado, ainda mais se tivermos em consideração a situação extremadamente crítica do meio ambiente.

Presume-se que um indivíduo educado na sustentabilidade não só deverá desenvolver um comportamento respeitador do meio ambiente, como muito provavelmente abrirá um novo horizonte de ideias que sirvam para o progresso humano em todos os seus aspectos.

Hoje não se questiona a necessidade de se adoptar um comportamento sustentável porque a situação ambiental crítica assim o requere. Igualmente necessário, e urgente, é o comportamento ético do homem para com os seus semelhantes. Educar os indivíduos para uma vida sustentável e ética é um imperativo dos nossos tempos.

A auto-realização, acima mencionada, e o discernimento ético devem ser estimulados com a mesma intensidade desde os níveis educativos iniciais, pois a auto-realização por si só, dissociada do comportamento ético, pode provocar os mesmos desequilíbrios que se querem evitar.

A integração destes aspectos nos modelos educativos influiria certamente na sociedade para levar a cabo a mudança rumo a um paradigma de vida sustentável, ético e com novas possibilidades de progresso humano, hoje difíceis de imaginar.

Com os nossos melhores cumprimentos,
Capítulo Argentino do Club de Roma

Apresentações premiadas

Dadas as considerações feitas, o Júri decidiu, nesta ocasião, premiar ambas as apresentações.

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